Lendas
e fatos reais
do mundo dos vírus
Oito coisas que vale a
pena saber sobre os invasores digitais
á algum tempo, fiz uma entrevista com Chengi Jimmy Kuo, diretor de pesquisas de
antivírus da Network Associates, a produtora do VirusScan. Kuo é um dos maiores
especialistas do mundo no assunto. Veja o que ele me disse sobre oito temas atuais
relacionados com vírus.
1 - Vírus que
atacam hardware
Isso é sério. Um programa não pode, é claro, destruir hardware.
Mas, neste ano, apareceram vírus que tentam corromper o conteúdo da Bios. Em muitos
computadores, a Bios pode ser atualizada por software. Nesse caso, há chances de que o
invasor consiga realizar sua sabotagem. O hardware continua intacto, mas deixa de
funcionar por causa do estrago na Bios, que vai precisar ser regravada.
2 - Vírus em
Java
Não há por que se preocupar. É mais ou menos como as cobras coral,
que possuem veneno mas quase nunca conseguem picar alguém. Por isso, praticamente não
oferecem risco. O browser é um território isolado do restante do sistema. Assim, um
vírus que roda nele tem escassas chances de causar estragos. O perigo existe para
desenvolvedores de applets, que trabalham num ambiente onde o Java tem poderes maiores.
3 - Vírus de
macro
Nos escritórios, eles são a ameaça viral mais importante. Há poucas
semanas, surgiu o primeiro vírus de macro que consegue infectar tanto o Word como o
Excel. Uma precaução simples que ajuda a evitar infecções é configurar o arquivo
normal.dot, do Word, como apenas de leitura.
4 - Eficácia
do antivírus
O homem que comanda as pesquisas do VirusScan reconhece: não é
possível garantir 100% de proteção. Os antivírus são eficazes contra vírus já
conhecidos. Eles também possuem algoritmos que tentam identificar invasores
desconhecidos, mas isso nem sempre funciona.
5 - Desempenho
do computador
Em geral, não vale a pena desligar o antiviral para ter melhor
desempenho no micro. Se alguém rodasse um antivírus atual num PC 386, a máquina teria
uma considerável perda de velocidade. Mas, num Pentium II, nem sequer dá para sentir o
efeito do programa.
6 - Plataformas
Há plataformas onde os riscos são menores. No NT, a ação dos vírus
é mais difícil que no Windows 9x. No Unix, o vírus tende a afetar o ambiente de um
único usuário - não o sistema inteiro. A plataforma mais visada é sempre a que tem
mais usuários. No passado, foi o DOS. Hoje, é o Windows e seus aplicativos. Se outro
sistema se tornar o mais popular no futuro, ele vai ser o novo alvo dos vírus.
7 - Desastre
sério
Os vírus podem, sim, causar grandes prejuízos. Kuo cita o exemplo de
uma fábrica, nos Estados Unidos, que teve suas máquinas da linha de produção
contaminadas. Eles tiveram que parar a produção, o que causaria um prejuízo de 2
milhões de dólares por dia. "Nós trabalhamos a noite inteira combatendo os
invasores. No dia seguinte, a fábrica estava produzindo novamente", diz ele.
8 - Quem cria
os vírus
Os estudos indicam que há dois tipos de criador de vírus. O primeiro
são pessoas de uma classe sócio-econômica baixa que estão tentando aprender
computação. A segunda categoria envolve gente com elevado nível de educação que
simplesmente fica brincando de programar. Em geral, os vírus mais difíceis de combater
vêm do Oriente e da Rússia. A cada ano, cerca de uma dezena de espécies virais nascem
no Brasil. Algumas delas só atacam a versão em português do Word.

[Servido Proxy] [Back Orifice] [Comic Chat] [Configurando o OutLook]
[Como se livrar do Kit
UOL] [IRC] [FTP] [Vírus]
|